Edifício Lausanne, projetado por Franz Heep

Gabriela Cordeiro

Só para que vocês entendam o nível de paixão das pessoas por este prédio: a primeira divulgação que fiz dele foi em abril de 2025, e em apenas sete dias recebemos três propostas. Foi um verdadeiro alvoroço — todos queriam saber mais e expressar sua admiração pelo edifício. Então agora vou explicar o motivo, combinado?

Construído em 1958 e tombado pelo CONPRESP em 1991, o Edifício Lausanne é uma joia da arquitetura moderna paulistana. O projeto foi concebido pelo arquiteto alemão Adolf Franz Heep, com colaboração do muralista Clóvis Graciano, autor do grande mural que decora a entrada, entre os dois blocos do edifício. Para minha surpresa, a unidade que vendemos também possuía um painel original do artista na sala de jantar — talvez parte do sucesso do nosso anúncio venha justamente desse detalhe raro.

O segredo do Lausanne está na arquitetura bem pensada e nos detalhes duradouros. Logo na entrada, o recuo frontal dá espaço a um lindo paisagismo. Ao olhar para cima, vemos as janelas com brises coloridos — em tons de vermelho, verde e branco — que correm horizontalmente pela fachada, formando um mosaico artístico e harmonioso com a estrutura modernista da torre.

No hall de entrada, o painel de Clóvis Graciano continua lá, compondo um espaço amplo com elevador revestido em madeira e detalhes metálicos que criam uma paginação única. É uma elegância discreta e sólida, daquelas que só os prédios modernistas conseguem transmitir.

Nos andares, cada hall dá acesso a apenas dois apartamentos (são dois blocos, portanto quatro unidades por andar). O piso de granito em tom avermelhado e a porta de vidro que separa as áreas social e de serviço revelam o cuidado da época — quando tudo era feito para durar. As plantas padrão possuem 180 m² e uma vaga de garagem, com exceção das coberturas. O mais interessante é que as unidades possuem varanda, um diferencial importante para a década de 1950.

Os apartamentos foram entregues com piso de taco — muitos ainda preservados — e pé-direito alto, entre 2,90 m e 3,00 m. Nos dormitórios, janelas que vão do teto ao chão com os icônicos brises móveis permitem ajustar a entrada de luz. A face norte voltada para a Avenida Higienópolis garante insolação constante e vistas privilegiadas. No lado oposto, a cozinha pode ser integrada à sala, e há área de serviço completa com dormitório e banheiro, além de dois banheiros principais. Uma planta moderna, funcional e flexível — características raras até hoje.

O Edifício Lausanne é prova viva de como uma arquitetura bem planejada transcende o tempo. Não se trata apenas de estética, mas de qualidade de vida. Franz Heep projetou espaços que realmente pensam o morar: iluminação, ventilação, proporção e elegância. Passadas mais de seis décadas, o sucesso do prédio permanece o mesmo. Já pensou em morar aqui? Deve ser realmente um sonho!

Por Gabriela Cordeiro

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